quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Aquele que salva uma vida, salva o mundo todo


Marcelo Mesquita

O filme A Lista de Schindler mostra a triste realidade dos horrores da guerra, particularmente a perseguição contra os judeus, também tem como objetivo contar um pouco da vida de Oskar Schindler que, tendo inicialmente uma visão lucrativa, percebe que, aos poucos, pode salvar a vida deles. Baseado em fatos reais, o filme levanta questões acerca da humanidade, e de onde vamos chegar tendo guerras assim tão devastadoras. Faz-nos refletir até que ponto a humanidade vai se dar conta de que a paz é o melhor caminho para se ter uma vida plena e feliz. Será que realmente podemos pensar em paz, depois de tantas armas químicas e biológicas existentes? Onde está a responsabilidade que temos como seres humanos? Para que tanto ódio?
            O diretor Steven Spielberg gravou e arquivou depoimentos de sobreviventes e testemunhas do holocausto para combater o tipo de ódio e ignorância que deu origem ao extermínio dos judeus. A experiência vivida por eles, segundo Spielberg, é tão forte quanto qualquer filme. “São homens e mulheres comuns que puderam superar as circunstâncias e tornaram-se pessoas extraordinárias, como vítimas, puderam, com coragem e firmeza, tornarem-se vitoriosos”, conclui o cineasta.
            O início de A Lista de Schindler é explorado com muitas cenas de primeiríssimo plano, tendo leves toques de subjetiva e plano de meio conjunto. Seguindo o massacre do gueto, vem uma visão panorâmica e, ao mesmo tempo, subjetiva de Schindler. Em um plano de conjunto, é mostrado uma menina que diferencia dos outros judeus e que, fugindo solitariamente, presencia incólume o massacre generalizado ao seu redor, até achar um local seguro para se esconder. O fundo musical é excepcional, lembrando o que poderia ser uma cantiga infantil judia. Na sequência, segue o som da marcha dos soldados que, de certo modo, causava calafrios aos judeus. A rajada de suas metralhadoras contrasta com o piano tocado por um oficial, causando curiosamente até uma indecisão entre eles se aquela música seria de Mozart ou não.


            No menu do DVD, há um piano espetacular que soa triste e melancólico expressando e fazendo-nos sentir e refletir quase que literalmente o sofrimento que os judeus tiveram pelos nazistas. A mesma melodia é ouvida numa cena em que Schindler resgata as mulheres judias em Auschwitz, em um tom mais suave, sem deixar de ser comovente. A cena é encerrada com uma espécie de música judia, atestando a permanência de sua cultura na sociedade. Mesma melodia inicial é tocada num violino arrastado e extremamente minucioso e emocionante, prendendo o ouvinte a refletir sobre os fatos históricos envolvidos no filme para que eles jamais se repitam.
            Spielberg espera que A Lista de Schindler renove no público a atenção sobre o holocausto e ajude a encorajar as pessoas a explorar seu legado na sociedade moderna. “Ninguém pode fazer nada para consertar o passado, aquilo já aconteceu,” disse Spielberg e conclui: “Mas um filme como este pode nos impactar, trazendo a lição para que essas coisas nunca mais aconteçam”.

6 comentários:

  1. Interessante, gosto de filmes sobre o holocausto, justamente por "um filme como este pode nos impactar, trazendo a lição para que essas coisas nunca mais aconteçam."

    Fiquei com vontade de assistir.

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  2. Assisti quando era criança... ou seja, não assisti como se deve rsrs pretendo ainda reve-lo... mas sempre que vejo algo sobre ele, lembro de Seinfeld... :)

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  3. Já vi esse filme, é espetacular e a atuação do Liam Neeson é tremenda, como sempre.

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  4. Esse filme é maravilhoso, já o vi duas vezes!!

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  5. Um dos grandes filmes do Spielberg. Vale sempre rever. Abraços e sucesso com o blog!

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