terça-feira, 28 de maio de 2013

Via Expressa da Morte

Marcelo Mesquita


            Era um homem de uns quarenta e poucos anos, um grande empresário. Tinha várias mansões nos lugares mais bonitos do mundo. Ele era casado com uma bela mulher e tinha dois adoráveis filhos, falava muitas línguas, era respeitado por todos onde quer que fosse.
            Sempre fez questão de estar presente nos mais glamourosos eventos da alta sociedade. Todos o reconheciam, mas num belo dia de sol, a única coisa que deu para reconhecer foi sua arcada dentária.
            Dirigindo seu carro em alta velocidade, indo para o centro, ao fazer a curva, ele perde o controle do veículo e colide violentamente com um caminhão que vinha no sentido contrário.
            O impacto da batida foi tão forte que praticamente não sobrou nada do carro que ficou totalmente amassado, algumas peças pararam quase 50 metros do local do acidente. A explosão provocou uma enorme fumaça que parou toda a capital. O corpo do empresário foi achado carbonizado e aquela curva, com suas belas árvores em volta da pista, tornou-se conhecida como a Via Expressa da Morte.

Obs.: exercício originalmente escrito no primeiro período de faculdade de Jornalismo. Uma colega argumentou a minha ênfase em relação à Via Expressa, também salientou a respeito do nome do homem que dirigia o carro e quis saber qual era a velocidade em que ele estava, e meu exagero no uso da vírgula.